2.9.15

RECENTES PARADOXOS

 Nos EUA uma único rapaz xinga Obama através do Facebook, vai preso.

Aqui milhares xingam a Dilma, estão soltos.

Os analfabetos abastados dizem que aqui é a ditadura comunista, lá a grande democracia americana.
Outro, pede a soberania do povo e ao mesmo tempo, ditadura militar.

A velha senhora, provavelmente religiosa fervorosa
ostenta o cartaz dizendo: Deveriam ser todos mortos em 1964
Essa gente “culta, politizada”, não saberia dizer em quem votou  e por que votou.

São exatamente como um peixe ao qual se pergunta: o que é a água? Ele  responderia: o que é água?
Como esse peixe, desconhece o próprio mundo  na qual vive ou a razão de sua pobre existência assim são esses que vestem-se de verde e amarelo, ou nada vestem (pelados e peladas) para reivindicar moralidade, impeachment, etc e tal.

Não percebem que ser brasileiro não está na ostentação da roupa verde amarela,  mas no coração vermelho, branco, mulato, negro, amarelo, daqueles que por merecimento nasceram aqui ou mudaram-se para cá.

Não sabem que não foram degredados que aqui vieram nas caravelas, mas sonhadores, com o paraíso na Terra, com o Eldorado perdido, com um novo mundo que aqui se descortina.
Não notam aqui o palestino convivend  com o judeu, o turco o árabe em harmonia.

Que os negros antes de serem escravos eram príncipes.

Que os índios, não eram os índios da Índia, mas os donos da terra, caraíbas, tupis, guaranis, kaiowas, e tantos outros sábios viventes desta promissora Canaã.

Brasleiros não são o rock, o tango, o fado. Brasileiros são: rock, fado, tango, maxixe, samba, baião e todos rítmos, sons, versos e vibrações da Terra.
Brasileros são a América – o novo mundo, mas também a Europa, Ásia, África e Oceania. Somos no todo o supra-sumo de Gaia.
Somos todos filhos de Tupã - Cristãos, muçulmanos, Candonblés, umbandistas, budistas, taoistas, hinduísta,  protestantes.

Essa gente que esteve na rua dia 16 provavelmente nunca teve a experiência de ser brasileiro, de trocar uma muda de jardim com o  outro, do prazer em distribuir entre vizinhos os frutos do quintal, de matar um porco e chamar todo os moradores ao redor para repartir a carne, de empurrar o carro atolado do estranho. Enfim, da solidariedade e confraternização que nos é peculiar.

Resta muita coisa a ser feita, mas vamos fazê-la argumentando democraticamente e não demonstrando ódio, pois não é a característica da maioria do povo brasileiro, mas atributo de quem faz guerras, cria preconceitos e inimigos.


Rubens Prata