28.12.12

MARIAS SEM VERGONHA



Apesar da falta de trato,
As flores da calçada
Insistem em brotar
Não dando bolas ao fato.

Cada uma de braços dados ao seu próprio galho.
São Marias sem vergonha que se embriagam
Na carícia do orvalho,
 No acalento do Sol,
Nas festas das chuvas de março.
Mas apesar de serem sem vergonha,
Até não muito bem quistas,
São exemplo de vida e conquista.
Pois resplandecem em terra fraca,
Em qualquer época do ano
Superando as pedras do caminho
Melhor do que qualquer ser humano.
São mulheres de nome Maria,
Que mesmo sem nenhum cuidado,
Vivem em eterna alegria
Enchendo a calçada de cor e fantasia.


Rubens Prata