7.5.11


ESTAMOS NO PARAÍSO
Quando morava no subúrbio paulistano, na zona leste, viajava sempre atento a janela do trem na esperança de vislumbrar, por segundos, algum verdezinho como: uma árvore, um pequeno arbusto, num relance e ao longe perdido entre o céu cinza e o chumbo sujo da metrópole.
Fiz o que meu anseio pedia. Portanto, há trinta anos mudei para o interior cercado de verde por todos os lados onde o céu azul e o por do Sol saúdam a vida com espetáculos majestosos e variados a cada dia.
Esse casamento entre eu, o verde, o azul, o ar, o Sol, a Lua perdurará até que a morte nos separe. Infelizmente!
Digo Infelizmente, porque essa convivência mostrou-me o tempo perdido discutindo picuinhas, amealhando quinquilharias, fabricando infernos em meio a esse paraíso que o Criador nos presenteou. Além do mais, tenho certeza que na Terra, posso banhar-me na lagoa, protegido por esse Éden a minha volta. Depois da morte o que poderemos encontrar?

R. Prata        
P.S. (As imagens acima são mesma de minha cidade de Avaré)