26.1.10

A NOITE DO MEU BEM,

Na intimidade do quarto,
Velo por ti.

A obscuridade quase não consente
A contemplação do seu rosto,
Cuja idade, só eterniza os traços de uma Angélica criança.
Rezo por ti.

Certifico-me que cada coisa esteja em seu devido lugar
Temperatura do corpo, suor, respiração.
Amo a ti.

Rememoro nossas aventuras,
Intimidades,
Cumplicidades.
Sei que a amo,
Sei que me amas
Como ninguém,
Sei que por mim, de tudo és capaz.

Adormeces em meus braços e,
Daqui a pouco toda poesia anoitecerá também
E quando, de novo, o Sol travestido de alegria dourada incendiar de luz sua face,
Nossa poesia renascerá - meu bem.

Rubens Prata 14/12/09 – 23 horas