24.1.10

CHOREI...

Ao receber sua carta.
Chorei...
Um choro aflito,
como de alguém
que quer dar um grito.

Chorei...
Um choro de saudades
por lembrar tanto nossa amizade.

Chorei...
Ao pensar na realidade,
da impossibilidade
de acompanhar a turma,
aprendendo até a maturidade.

Chorei...
Um choro restrito,
um choro escondido;
um choro retido.

Chorei...
Um choro profundo;
um choro sentido.
Um choro pelo mundo.

Chorei...
Por causa das poesias
que você escrevia
e todo mundo:
Lia, relia, discutia.

Chorei...
Um choro bom,
de tempos felizes;
um choro gostoso
de saudades
dos meus aprendizes.

Chorei...
Um choro precisado
de coração amargurado.

Chorei...
Um choro contente;
um choro desabafado;
um choro que faz bem,
um choro desagravado.

Chorei muito!
Mas não foi coisa ruim.
Chorei lágrimas que lavam a alma.
Chorei lágrimas que consolam,
que restauram as forças.
Foi bom, porque
não sabia,
não conseguia e,
precisava chorar.

Pois é. Chorei!
Um choro bendito;
Um choro aguardado;
Um choro guardado,
num peito apertado.

Eu, Rubens em + ou – 2002.
Hoje é dia 24-02-2008, 1 hora da madrugada. Estava eu neste dia procurando uma pasta para guardar os poemas escritos este ano, quando dentro de uma velha pasta reencontrei os versos a seguir:
CHOREI - (quando recebi uma carta dos meus amiguinhos – os ex-alunos: Fábio e Michele no ano de 2002.)